|
Sindicato é a instituição responsável em nossa sociedade, pela organização dos trabalhadores na luta por direitos comuns.
Cada categoria profissional possui seu própio sindicato, e o nossso foi fundado no dia 17 de maio de 1985,
quando o Exmo.sr. Ministro do Trabalho Almir Pazzianoto, estudando a solicitação da
Comissão de Enquadramento Sindical, da Secretaria do Trabalho, por unanimidade
resolveu aprovar a Criação do Sindicato dos Profissionais da Dança, dissociando
e desvinculando esta categoria do Sindicato dos Artistas e Técnicos em
Espetáculos de Diversões, SATED/RJ.
A
fundadora e primeira Presidente do SPDRJ, Srª. Helba Nogueira, esteve à frente do
Sindicato até o ano de 1997, data de seu falecimento.
Desde 06 de setembro de 1997, assume a Srª. Lourdes
Braga, Assistente Artístico do Corpo de Baile da Fundação Theatro Municipal do
Rio de Janeiro.
Veja um pequeno histórico da criação do movimento sindical no mundo e no Brasil.
Sindicato
O termo "sindicato" deriva do latim
syndicus, que é proveniente do grego sundikós, com o significado do
que assiste em juízo ou justiça
comunitária. Na Lei Le Chapellier, de julho de 1791, o nome síndico era utilizado com o objetivo de se referir
a pessoas que participavam de organizações até então consideradas clandestinas.
O sindicalismo tem origem
nas corporações de ofício na
Europa medieval. No século XVIII, durante a
revolução industrial na Inglaterra, os trabalhadores,
oriundos das indústrias têxteis, doentes e desempregados juntavam-se nas
sociedades de socorro mútuos.
Durante a revolução francesa surgiram idéias liberais, que estimulavam a
aprovação de leis proibitivas à atividade sindical, a exemplo da Lei Chapelier
que, em nome da liberdade dos Direitos do Homem, considerou ilegais as
associações de trabalhadores e patrões.
As organizações sindicais, contudo,
reergueram-se clandestinamente no século XIX. No Reino Unido, em 1871, e na França, em 1884, foi reconhecida a legalidade dos sindicatos e
associações. Com a Segunda Guerra Mundial, as idéias comunistas e socialistas predominaram nos movimentos sindicais
espanhóis e italianos.
Nos Estados Unidos, o sindicalismo nasceu
por volta de 1827 e, em 1886, foi constituída a Federação
Americana do Trabalho (AFL), contrária à reforma ou mudança da sociedade.
Defendia o sindicalismo de resultados e não se vinculava a correntes
doutrinárias e políticas. No Brasil os sindicatos tem um papel de representar as
classes de trabalhadores.
No plano político, os sindicatos detêm uma força considerável: na Alemanha, Reino Unido, Áustria e nações escandinavas a vinculação com os partidos
políticos socialistas e trabalhistas confere aos sindicatos forte
referência na formulação de diretrizes e na execução de política econômica. Os dirigentes sindicais são
eleitos para cargos legislativos, e o principal instrumento de política sindical
é a negociação coletiva.
Sindicalismo
Sindicalismo é o movimento social de associação de trabalhadores
assalariados para a proteção dos seus interesses. Ao mesmo tempo, é também uma
doutrina política segundo a
qual os trabalhadores agrupados em sindicatos devem ter um papel ativo na condução da
sociedade.
Sindicalismo no Brasil
No Brasil, com a abolição da escravatura e a
proclamação da República, a economia se diversificou, e as atividades
manufatureiras surgiram nos centros urbanos e no litoral brasileiro, atraindo
levas de imigrantes.
Porém, alguns imigrantes tinham condições de trabalho ruins e encontravam
dificuldades. Para poderem melhorar sua situação começaram a se unir. Os
trabalhadores uniram-se, formando então, os sindicatos.
O movimento sindical mais forte no Brasil ocorreu em São Paulo, onde os
imigrantes integravam a massa de trabalhadores das fábricas e indústrias. Os
sindicalistas ativos eram os anarquistas que, surpreendendo os governantes,
desencadearam violenta repressão policial.
Com a industrialização, o sectarismo
ideológico das correntes sindicais, com a organização dos empresários, dos latifundiários, dos
banqueiros, dos industriais e com a influência norte americana, os movimentos
sindicais foram enfraquecidos e o sistema, sorrateiramente, começou a formar
lideranças sindicais "pelegas”.
1930
Em 1930, o governo federal criou o Ministério
do Trabalho e em 1931 regulamentou, por
decreto, a sindicalização das classes patronais e operárias. Criou as Juntas de
Conciliação e Julgamento e, com a promulgação da Constituição do Estado Novo, a
unicidade sindical.
A regulamentação do trabalho e os institutos de previdência social ocorreram
também naquele momento histórico. As organizações sindicais passaram a ter
caráter paraestatal, a greve foi proibida e foi instituído o imposto sindical.
Em 1955, o movimento sindical brasileiro
voltou a expandir-se, havendo sido formados, em 1961, o Comando Geral dos Trabalhadores
(CGT) e o Pacto de Unidade e Ação (PUA).
1964
Com o golpe militar de
1964, contudo, os sindicatos e sindicalistas foram duramente reprimidos,
limitaram a Lei de Greve e substituíram a estabilidade no emprego pelo Fundo de
Garantia, dentre outras medidas. Em 1968, em
Osasco, São Paulo e Contagem, os trabalhadores se levantaram em greve de
grande envergadura. Em 1970 surgiram novas
lideranças sindicais e, a partir de 1980, os
trabalhadores rurais das usinas de açúcar e álcool, no Nordeste e São Paulo, e das plantações
de laranja do interior de São Paulo,
juntaram-se aos desempregados, e sob a influência da Central Única dos
Trabalhadores (CUT), de partidos de esquerda e de poucos parlamentares progressistas,
organizaram-se em movimentos a exemplo do Movimento dos Sem Terra (MST). Apesar
das centenas de mortes, muitas deles sem punição, em defesa da terra, esses
trabalhadores persistem na realização da justiça social.
Dias atuais Atualmente, o sindicalismo brasileiro passa por um momento de renovação por
conta das novas demandas, como a empregabilidade, a globalização dos serviços e cada vez
mais, a luta por condições dignas de trabalho.
|