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Pesquisa indica que brasileiros diminuiram participação em atividades culturais
Pesquisa feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) com mil pessoas em 70 cidades do país, incluindo nove regiões metropolitanas, aponta que houve uma redução das atividades culturais dos cidadãos brasileiros, no ano passado, em comparação a 2010.
Isso significa que, em relação a 2010, uma proporção menor de brasileiros participou de alguma atividade cultural, como ler livro, assistir a espetáculo de dança ou de teatro, visitar exposição de arte, ir ao cinema ou a um show de música, disse à Agência
Brasil o economista da Fecomércio-RJ, Christian Travassos.
De acordo com o levantamento, 45% da população estiveram envolvidos, em 2011, com alguma atividade cultural ante 53% do ano anterior. Segundo Travassos, a forte desaceleração da economia, que passou de um crescimento de 7,5%, em 2010, para cerca de 3% a 3,5%, no ano passado, contribuiu para a diminuição.
Entre 2010 e 2011, o hábito da leitura entre os brasileiros caiu de 34% para 28%, a ida ao cinema ou a shows musicais mostrou retração de 28% para 24% e de 27% para 24%, respectivamente. De todas as opções sugeridas na pesquisa, apenas a referente a peças ou espetáculos de teatro apresentou crescimento, passando de 7% para 9%.
O economista da Fecomércio-RJ avaliou que a principal razão para que o brasileiro não frequenta intensamente ambientes culturais é a falta de hábito. “Não é uma questão financeira. Porque, quando você pergunta qual a razão de não ter frequentado um ambiente cultural, a maior parte diz que é a falta de hábito”.
Dentre os 55% que não foram a ambientes culturais no ano passado, 72% disseram preferiram ficar em
casa e assistir à televisão, 20% declararam fazer churrasco com parentes ou amigos, 15% têm na igreja o seu meio de lazer, 11% manifestaram preferência pelo futebol e 8% ir a bares.
A cultura hoje em dia, destacou o economista, já está presente como instrumento de transformação social em muitos projetos e políticas de
governo, além de ações de responsabilidade social das empresas e de organizações não governamentais. Travassos acredita que essas sementes irão gerar frutos no futuro. “É um movimento paulatino para os próximos anos”.
Para acelerar esse processo, considerou essencial que ele seja iniciado na escola, no ensino de primeiro e segundo graus. “Para que a gente forme o consumidor da cultura no futuro”. O economista da Fecomércio-RJ esclareceu que o interesse pela cultura está relacionado ao ambiente cultural onde a pessoa está inserida ou aos hábitos culturais da
família. “E não tanto com a questão econômica”.
Na opinião de Travassos, o hábito de levar uma criança a um museu, ao teatro, a um cinema pode, no futuro, fazer uma grande diferença. “Faço uma analogia em relação ao meio ambiente. Uma criança que só conhece o meio ambiente degradado, é muito difícil ela entender a necessidade de preservação. Ao passo que, se ela tem contato com um ambiente saudável, preservado, ela vai entender porque é importante preservar os recursos naturais. Na cultura, é a mesma coisa”. É preciso ter acesso a hábitos culturais variados e com diversidade de opções, que tragam a realidade de outras regiões e países, sugeriu.
De acordo com a pesquisa, por ordem de preferência, os brasileiros gostam mais de ler algum livro (63%), ir a show de música ou ao cinema (53% cada), ao teatro (21%) e assistir a espetáculos de dança ou visitar exposição de arte (16% cada).

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Caravana do estado conhece destaques culturais de Volta Redonda
A Caravana Cultural, da Secretaria de Estado de Cultura, esteve no município de  Volta Redonda no último dia 13. O objetivo é compor o Mapa de Cultura do Rio de Janeiro, que tem previsão para ser disponibilizado ainda este ano. O mapeamento apontará espaços culturais, calendário fixo da cultura local e principais destaques dos patrimônios material, imaterial e natural dos 92 municípios do Rio. O projeto tem patrocínio da Petrobras.
- Traçar o Mapa de Cultura do Rio de Janeiro é uma prioridade, um dos nossos projetos mais importantes e necessários. Ele nos ajudará a conhecer mais a fundo o tecido que forma a cultura do nosso estado, fará uma radiografia do que realmente são nossos 92 municípios - disse.

Para a gerente de patrocínios da Petrobras, Eliane Costa, mapear a cultura fluminense, e construir uma ampla base de dados sobre as suas manifestações, espaços e potenciais, é uma ação de extrema importância para se conhecer em detalhes o tamanho e a diversidade do patrimônio do estado.

- Ajudará, também, na tarefa de pensar as políticas públicas para o setor. Para a Petrobras, patrocinar esse projeto representa não somente reconhecer o seu mérito, mas dar um importante retorno ao estado que, há tantos anos, sedia e acolhe a empresa - falou.

Em Volta Redonda um dos destaques culturais visitados pela caravana foi o "Volta Redonda - Cidade da Música". O encontro aconteceu na manhã de ontem com o Maestro Nicolau, responsável pelo projeto.

- Foi uma boa visita. Cedemos os materiais que temos e vou preparar um DVD com as imagens das apresentações do ano passado, mas hoje (ontem) eles já viram um pouco dos nossos concertos. Sobre a proposta, prefiro ficar aguardando para ver o que vai ser de fato, mas divulgar nosso trabalho é sempre muito bom - avaliou. 

A caravana também visitou outros pontos da cidade e projetos. No dia 14, o município visitado foi Barra Mansa e logo após, Rio Claro.
De acordo com a secretária de estado de Cultura, Adriana Rattes, com recursos de georreferenciamento, o levantamento vai oferecer um mergulho na cultura do Rio.

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MinC articula incentivos
O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), está promovendo encontros com empresas públicas e privadas do país, com o objetivo de possibilitar a aproximação do órgão com os principais patrocinadores do mecanismo de incentivo fiscal federal de apoio à cultura brasileira.
Na segunda-feira (6/2), o secretário Henilton Menezes esteve, no Rio de Janeiro, com 25 gestores da Fundação Vale, das áreas de comunicação, marketing, jurídica, patrocínio, recursos humanos e responsabilidade social corporativa.
Participaram do encontro o presidente da Fundação Vale, Ricardo Piquet, e o chefe da Representação Regional do MinC no Rio de Janeiro e Espírito Santo, Marcelo Velloso.
Foram discutidas questões como a estrutura e governança do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), o aperfeiçoamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), o funcionamento da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, a necessidade de fortalecimento do Fundo Nacional de Cultura, o formato dos editais e as formas de investimentos na Região Norte.
No ano passado, o MinC realizou encontros com o grupo de institutos, fundações, empresas e estatais.
A Natura, o Comitê de Gestão Cultural da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), o Banco do Brasil e a Petrobrás foram algumas das instituições que se reuniram com representantes do ministério. Os encontros têm como foco a construção de alternativas para otimizar o atual mecanismo de fomento à cultura brasileira. (com informações do MinC)

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Unesp é primeira parceira do Wikipedia no Brasil
Alunos das graduações em Biblioteconomia e Arquivologia do Câmpus de Marília escreveram ou reescreveram em 2011 a definição de onze verbetes da Wikipedia em português. O site funciona como uma enciclopédia digital multilíngue que pode ser consultada livremente e alterada pelos próprios usuários. Os termos reformulados foram indicados em conjunto com a Fundação Wikimedia e estão ligados à disciplina História da Cultura, obrigatória para os dois cursos.

O trabalho dos estudantes é parte de um projeto intitulado Wikimedia Education Program. Por meio dele, instituições de ensino superior ajudam o site a melhorar seu conteúdo, vinculando a tarefa ao currículo da graduação. Graças à equipe de Marília, a Unesp foi a primeira instituição brasileira a cooperar com o site, seguida pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), que participou com dois projetos em 2011. A USP deve aderir ao programa em 2012.
Mais de cinquenta universidades nos EUA participam do projeto, entre elas a Universidade da Califórnia – Berkeley, a Universidade de Colúmbia e a Universidade de Yale. No Canadá, oito instituições mantêm diferentes programas. A Índia se destaca com três universidades participantes e cerca de 30 embaixadores (líderes de um projeto específico que cuida para que o trabalho seja executado no ritmo e com o padrão de qualidade necessários).
A atividade em Marília é coordenada pela professora Maria José Vicentini Jorente, que pesquisa a Wikipedia e outras ferramentas de difusão de informações da web, como blogs e redes sociais. A função de embaixador foi assumida por Jaider Andrade Ferreira, recém-graduado em Biblioteconomia e, atualmente, aluno de mestrado em Ciências da Informação pela Faculdade de Filosofia e Ciências.
“O embaixador tem que ser alguém que reúne muitas qualidades, o que é extremamente difícil: deve entender linguagens técnicas da internet, como HTML; precisa saber coordenar uma equipe grande, que, no nosso caso, teve sessenta pessoas; e saber lidar com o aspecto humano do trabalho, mediando conflitos entre os colegas”, explica a coordenadora.
Ferreira aproveitou a experiência como ‘embaixador’ para desenvolver um estudo sobre o assunto, que resultou em seu trabalho de conclusão de curso e no projeto inscrito por ele para ingressar no mestrado na Unesp.
Um resumo do trabalho realizado pelos estudantes de Marília com a descrição das inserções da Wikipedia reformuladas por eles pode ser acessado
neste link.
Inicialmente, o projeto definiu que seriam melhorados 25 verbetes relacionados à História da Cultura porque continham informações incorretas ou incompletas ou simplesmente não existiam na Wikipedia. Para concluir o trabalho, um novo embaixador deve ser preparado.
Segundo a professora, uma dificuldade para expandir a iniciativa é que a tarefa tem que ser feita de forma totalmente voluntária. “Essa questão do voluntariado não está tão bem trabalhada no país, ainda mais quando se trata de trabalhos estafantes, que exigem muito tempo e esforço intelectual.”
Outro desafio apontado por ela é a falta de noções técnicas de internet. “O modelo proposto pela Wikimedia pressupõe um conhecimento de nativos digitais, o que é adequado aos EUA e à Europa, mas ainda não é uma realidade consolidada no Brasil”, diz a professora. Ela explica que embora os jovens brasileiros sejam usuários da web, poucos entendem a linguagem de programação das diferentes plataformas digitais.
Em tempos de polêmicas envolvendo a livre circulação de dados, Maria José Jorente defende que o compartilhamento do conhecimento na internet é uma vocação que deverá se consolidar.
“Não estou falando de pirataria, mas de ambientes como o da Wikipedia que buscam legitimidade na utilização de softwares livres e das informações visíveis e invisíveis para o leigo”, diz. “Esse e outros ambientes do mesmo tipo dão poder aos indivíduos que fazem uso deles, alimentam as democracias, criam sociedades mais justas, culturas mais vibrantes.”
Ela diz que mesmo com os tropeços que fazem parte da modificação de culturas e da criação de novos paradigmas, a visão da informação como uma mercadoria está se modificando.
“Teremos que recriar legislações para que possamos atuar com segurança nesses ambientes. Entretanto, tais legislações devem passar longe daquelas propostas pelas SOPA [Stop Online Piracy Act, em tradução livre, Lei de Combate à Pirataria Online, que pode ser votada nos EUA] e PIPA [Protect IP Act, algo como Lei de Proteção à Propriedade Intelectual, que também tramita no senado americano].”
A professora afirma que equipes multidisciplinares terão que fazer um esforço para administrar o que ela chama de “segundo momento da curva de auto-organização” que da web. “A sociedade ocidental precisa desenvolver mecanismos para que essa cultura do compartilhamento possa ser vivenciada de forma justa e beneficie um grande número de pessoas.”

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Artistas, músicos e técnicos de espetáculos poderão receber seguro-desemprego
O presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (SATED RJ), Jorge Coutinho, esteve nesta segunda-feira (06.02) no gabinete da conselheira do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE/MS), Marisa Serrano (Ex-Senadora) para agradecer a autoria do Projeto de Lei que tramita no Senado Federal, que modifica a Lei n° 7.998, para conceder seguro-desemprego aos músicos, artistas e técnicos em espetáculos de diversões.
Ao receber o presidente do SINTAD RJ, acompanhado da advogada e assessora especial do Sindicato, Lívia Parente e a ativista de Gênero e Raça do Coletivo de Mulheres Negras de MS, Ana José Alves e ainda, Ben Hur Ferreira, assessor de Controle Externo da conselheira, Marisa Serrano agradeceu a manifestação em nome dos profissionais, informando que mesmo após se afastar da atividade parlamentar continua acompanhando a tramitação de vários projetos de sua autoria, ainda em andamento no Congresso.
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou, no dia 21 de dezembro de 2011 projeto de lei que prevê a concessão de seguro-desemprego para músicos, artistas e técnicos em espetáculos de diversão. A medida deve beneficiar cerca de 65 mil trabalhadores.
“Tenho um ex-assessor que me mantem informada, e quando meus projetos entram em discussão, peço a um dos ex-colegas que assumam a relatoria para aprovação das matérias de interesse das categorias e sociedade em geral”, afirmou a ex-senadora. Marisa Serrano, que é educadora, durante toda a sua trajetória política, iniciada em 1977 como vereadora em Campo Grande (MS) sempre atuou nas áreas da Educação e Cultura, daí o porquê da sua ligação aos projetos ainda em tramitação.
Justificativa – Marisa Serrano lembrou ainda, que “a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal (CE) realizou, em dezembro de 2009, uma histórica Audiência Pública destinada a discutir a situação dos veteranos compositores da Música Popular Brasileira (MPB), sendo todos com mais de meio século de dedicação a nossa cultura popular. A partir dos depoimentos emocionados de artistas como Nelson Sargento, Ademilde Fonseca, Adelaide Chiozzo, Noca da Portela, Wilson Moreira, Délcio Carvalho, Oswaldinho da Cuíca, Paulo Debétio dentre outros, ficou evidente as imensas e injustas dificuldades financeiras que a categoria vem atravessando ao longo do tempo”.
De acordo com a proposta, o profissional terá direito a um salário mínimo como seguro-desemprego por um prazo máximo de quatro meses, de forma contínua ou alternada. Para isso, o beneficiário terá de comprovar que trabalhou em atividades da área por, pelo menos, 60 dias nos 12 meses anteriores à data do pedido do benefício e que não está recebendo outro benefício previdenciário de prestação continuada ou auxílio-desemprego. Além disso, é necessário ter efetuado os recolhimentos previdenciários relativos ao período de trabalho, bem como não possuir renda de qualquer natureza.
O projeto foi analisado em decisão terminativa na comissão. Se não receber recurso para ser analisado em plenário, segue para tramitação na Câmara. Segundo a relatora da proposta, senadora Ana Amélia (RS), a categoria é sujeita a desemprego permanente, da ordem de 80 a 85%. Ela destacou ainda que as relações de trabalho nessas áreas geralmente são informais e de curta duração.
Beneficio ainda indisponível - O advogado Fernando Lapoente, do Departamento Jurídico do Sated-RJ, salienta que o beneficio ainda está indisponível para toda a categoria. “Trata-se ainda de projeto de Lei do Senado, que irá percorrer todo o tramite legislativo necessário, podendo ou não se converter em Lei, restringindo-se por hora aos Artistas e Técnicos que tenham trabalhado com carteira assinada, no mínimo por seis meses nos últimos 12 meses e dispensados sem justa causa”.

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Veja os finalistas do Prêmio Rio Sociocultural 2011

Em sua terceira edição, o Prêmio Rio Sociocultural selecionou os projetos socioculturais no Estado do Rio de Janeiro. Foram 320 ações inscritas, um recorde em relação às edições anteriores. Com as inscrições deste ano, o Prêmio atingiu a meta de participação dos 92 municípios fluminenses ao longo destes três primeiros anos. Os dez finalistas da edição 2011 foram escolhidos por uma comissão formada por representantes das instituições parceiras do Prêmio.
As dez ações selecionadas são: Projeto Mestre Fantoche Escola, de Macaé, Oficinas Grupo Teatro Novo, de Niterói, Cordel com a Corda Toda, de Nova Iguaçu, Livro no Ponto, de Petrópolis, Educando e Musicalizando São Sepé, de Pinheiral, Lona na Lua, de Rio Bonito, Mandala dos Saberes - Uma tecnologia Social, do Rio de Janeiro, Projeto 5 Visões - Formação Técnica em Audiovisual (P5V), do Rio de Janeiro, Projeto Dançarte, de São Fidélis, Plantando Ideias, Colhendo Soluções, de São José de Ubá. Os cinco Pontos de Cultura vencedores foram Formação em Gestão Cultural Compartilhada, de Petrópolis, Plantando Ideias, Colhendo Soluções, de São José de Ubá, Mandala dos Saberes - Uma Tecnologia Social e Na Boa Companhia, do Rio de Janeiro, e Orquestra de Cordas da Grota, Multiplicando Talentos, de Niterói.

FINALISTAS

Cordel com a Corda Toda - Nova Iguaçu

Idealizado com o objetivo de levar cordelistas para dentro das escolas, com o foco no resgate da cultura popular, o projeto é realizado há um ano e meio em três escolas municipais de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No bairro da Prata, ele é realizado em uma igreja e em uma associação, abrangendo também alunos de escolas estaduais e particulares. No total, atende a 500 crianças. "A meta é chegar a 600 alunos e atender outros municípios como Caxias, Queimados e São João de Meriti. A região conta com uma grande população de imigrantes nordestinos, que se identificam com a cultura do cordel", diz a idealizadora do projeto, Priscila Seixas.

PROJETO DANÇARTE - SÃO FIDÉLIS

O projeto acontece uma escola estadual e atende a 95 alunos entre 5 e 17 anos. Três vezes por semana, eles têm aulas de dança moderna, street dance, dança popular, dança folclórica, coreografias afro e dança clássica. "Se o aluno falta aula, vou até a casa dele saber se está doente, porque a mãe não levou", diz a idealizadora do projeto, a animadora cultural Adriana Oliveira. Ela criou o Dançarte com o objetivo de tirar as crianças e adolescentes da ociosidade e hoje o projeto é multiplicado por ex-alunos em escolas de outras cidades. Todo final de ano, tradicionalmente, há uma apresentação na quadra esportiva da cidade e a população contribui com doações. O sucesso de público é garantido.

Educando e Musicalizando São Sepé - Pinheiral

O projeto teve início em 2007, quando o músico Ramon Sant’Ana resolveu assumir a Banda de Música e Sociedade Recreativa de Pinheiral, fundada em 1957 e prestes a se desfazer. Hoje, atende a um total de 140 crianças e jovens em comunidades carentes de Pinheiral, distribuídos entre a banda de sopro e a orquestra de cordas. Mas quem pensa que se trata de um projeto de música clássica se engana, o repertório do grupo é diversificado, tocando desde Lady Gaga até Mozart. O projeto conta ainda com uma banda de tambores, composta por alunos da APAE - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - da cidade.

Grupo Teatro Novo - Niterói e Rio de Janeiro

Essas oficinas de teatro voltadas para pessoas com deficiência intelectual (autistas e portadores de síndrome de down) acontecem em Niterói, no Clube Charitas, e no Rio de Janeiro, no Teatro Cacilda Becker, há cerca de 15 anos. O grupo conta com 60 alunos de 15 a 48 anos, que ensaiam duas vezes por semana. Os mais antigos, ou aqueles que se destacam, entram para a Companhia, que conta hoje com 15 atores. Eles fazem apresentações ao longo de todo o ano e já se apresentaram em várias cidades do Brasil, além de Estados Unidos, Colômbia e Peru. "O teatro dá muita independência a eles, que passam a se sentir cidadãos de verdade", diz a coordenadora, Cristina Guimarães.

Livro no Ponto - Petrópolis e Rio de Janeiro

Um livrão de madeira com dois metros de altura se abre no meio da rua e exibe prateleiras com aproximadamente mil livros novos, entre eles gibis, clássicos da literatura e lançamentos editoriais. Em uma bancada montada ao lado, o funcionário realiza o cadastro do leitor no computador e pronto, surge um novo conceito de biblioteca pública. A ideia foi implantada em 2009, na cidade de Petrópolis, onde já existem três módulos, situados em comunidades carentes. O número de livros emprestado chega a mil por mês. Além de incentivar a leitura entre a população, o projeto gera empregos para moradores.

Lona na Lua - Rio Bonito

"Se conseguimos colocar uma lona na lua, podemos montar uma lona em qualquer lugar", é o que diz o ator Zeca Novais, idealizador do projeto que há cinco anos leva espetáculos teatrais para os quatro cantos de Rio Bonito, além de cidades vizinhas. Os atores são crianças e jovens que têm aulas de teatro, dança, música e capoeira gratuitamente, na sede do projeto, uma lona azul estrelada montada no centro da cidade.

Mandala dos Saberes - Uma Tecnologia Social - Rio de Janeiro

A Mandala dos Saberes é uma tecnologia social voltada para crianças, jovens e adultos, capaz de ser aplicada em qualquer espaço educacional: Ongs, Pontos de Cultura e escolas. O objetivo é contribuir para a ampliação do diálogo entre escolas e comunidades aproximando currículos acadêmicos das experiências culturais locais. Desde 2007, esta tecnologia é disseminada em nível nacional, para 10.042 escolas e cerca de 100 Pontos de Cultura. Os espaços-laboratório ficam na Casa da Arte Mangueira e em Vila Isabel, no Rio de Janeiro.

Projeto Mestre Escola de Fantoche - Macaé

Depois de fazer uma análise sobre a explosão demográfica ocorrida em Macaé, Raul Lavor percebeu a importância de criar um projeto que fosse pedagógico e lúdico ao mesmo tempo. Realizadas desde 2008, as oficinas de fantoche acontecem em quatro escolas municipais da cidade e têm o foco voltado para crianças de 10 a 12 anos. Cada oficina tem duração de seis meses, tempo em que os alunos produzem bonecos, roteiro e cenário das apresentações, realizadas no final de cada período. Em quatro anos, já foram realizadas cinco mostras em áreas de risco social e com a participação de 60 crianças.

Plantando Ideias, Colhendo Soluções - São José de Ubá

O projeto oferece cursos profissionalizantes de artesanato, corte e costura, e oficinas de teclado, violão, voz, flauta, cultura digital e arte cênica (teatro/fantoche) para mais de 10 comunidades da zona rural e urbana do município de São José de Ubá. Implementado em 2010 com o objetivo de contribuir para a elevação do IDH da região, reduzir o índice de analfabetismo cultural entre os jovens, melhorar a qualidade de vida e diminuir o êxodo rural, o projeto conta com 158 inscritos, entre donas de casa, aposentados, lavradores e produtores rurais, e alunos das escolas públicas. Além disso, mais de 50 pessoas da comunidade acessam livremente a internet no Centro de Inclusão Digital.

Projeto 5 Visões - Formação Técnica em Audiovisual - Rio de Janeiro

Desde 2007, jovens de 18 a 25 anos têm a oportunidade de ter uma formação profissional em carreiras ligadas ao audiovisual, na escola sediada na Fundição Progresso. Após 9 meses de aulas diárias, são formados maquinistas, técnicos eletricistas, cenotécnicos, marceneiros, camareiros, maquiadores e projetistas. Os alunos ganham bolsa, passagem, material didático e têm aulas com os melhores profissionais da área, além de receber acompanhamento pedagógico.

PONTOS DE CULTURA

Formação em Gestão Cultural Compartilhada - Petrópolis

Realizada desde janeiro de 2010, em Petrópolis, esta ação tem como objetivo capacitar produtores e gestores culturais para que esses atuem no processo de consolidação da cultura da região e em toda a sua cadeia produtiva. O público-alvo é formado por afro-descendentes, estudantes da rede pública de ensino médio do Estado, adolescentes e jovens adultos em situação de vulnerabilidade social, populações de baixa renda, jovens em conflito com a lei e portadores de deficiência.

Mandala dos Saberes - Uma Tecnologia Social - Rio de Janeiro

A Mandala dos Saberes é uma tecnologia social voltada para crianças, jovens e adultos, capaz de ser aplicada em qualquer espaço educacional: Ongs, Pontos de Cultura e escolas. O objetivo é contribuir para a ampliação do diálogo entre escolas e comunidades aproximando currículos acadêmicos das experiências culturais locais. Desde 2007, esta tecnologia é disseminada em nível nacional, para 10.042 escolas e cerca de 100 Pontos de Cultura. Os espaços-laboratório ficam na Casa da Arte Mangueira e em Vila Isabel, no Rio de Janeiro.

Na Boa Companhia - Rio de Janeiro

Realizada desde 2006, atualmente a ação acontece em duas escolas estaduais da cidade do Rio de Janeiro. O projeto oferece oficinas de audiovisual, começando pela fotografia, passando pelo documentário, forma e conteúdo, chegando a ficção e a animação. Também inclui cursos de teatro, com duas aulas semanais. Ao fim de cada ano letivo, é encenado um espetáculo por turma. Depois os espetáculos são apresentados em outras escolas, projetos, instituições públicas, etc. O foco é o público jovem, na faixa entre 14 e 25 anos, estudantes de escolas públicas do ensino médio, em geral oriundos de famílias de baixa renda. A ação atinge anualmente cerca 1000 pessoas, entre alunos regulares dos cursos, e o público dos espetáculos: familiares, amigos etc.

Orquestra de Cordas da Grota, Multiplicando Talentos - Niterói

Desde 2006 este projeto desenvolve um programa de formação técnica em música que transforma os alunos da rede pública de ensino em professores de música e em músicos. Eles atuam na própria comunidade, em eventos em locais públicos, e na Orquestra de Cordas da Grota. Atualmente com 300 alunos atendidos em 10 núcleos (em Niterói, Itaboraí e Maricá), o projeto replica, em outras comunidades em situação de risco, a experiência da Orquestra.

Plantando Ideias, Colhendo Soluções - São José de Ubá

O projeto oferece cursos profissionalizantes de artesanato, corte e costura, e oficinas de teclado, violão, voz, flauta, cultura digital e arte cênica (teatro/fantoche) para mais de 10 comunidades da zona rural e urbana do município de São José de Ubá. Implementado em 2010 com o objetivo de contribuir para a elevação do IDH da região, reduzir o índice de analfabetismo cultural entre os jovens, melhorar a qualidade de vida e diminuir o êxodo rural, o projeto conta com 158 inscritos, entre donas de casa, aposentados, lavradores e produtores rurais, e alunos das escolas públicas. Além disso, mais de 50 pessoas da comunidade acessam livremente a internet no Centro de Inclusão Digital.
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Como fazer eventos com menos impacto ambiental, social e econômico

Promover relacionamento com o público, divulgar uma marca e desenvolver setores da economia brasileira são os principais objetivos da indústria de eventos no país. Grandes projetos, no entanto, geram também enormes impactos ao meio ambiente, à sociedade e à economia. As grandes empresas já se preocupam com os danos causados e tentam minimizá-los, no entanto, com o crescimento do conceito no mercado, as companhias procuram seguir medidas simples para se posicionarem como sustentáveis.
Com o intuito de auxiliar os organizadores neste processo, a ABNT Brasil instituiu a norma ISO 20121. A medida estará vigente a partir de junho deste ano e não será obrigatória, porém trará diretrizes para os gestores de produção, oferecendo
soluções para as empresas desenvolverem a sustentabilidade em eventos, propondo mudanças em todas as etapas de planejamento.
“As propostas são de que os impactos causados tanto na questão ambiental quanto social e econômica sejam medidos pelas empresas e também pelos stakeholders, que são os fornecedores, organizadores, patrocinadores, público visitante e os participantes. Desejamos que todos os envolvidos possam medir quais os impactos causados nestas três áreas e tentem minimizar os danos das ações”, declara Daniel de Freitas,
Diretor de Sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Eventos (IBEV), em entrevista ao Mundo do Marketing.

Uma das preocupações abordada nas diretrizes do ISO 20121 é o engajamento do público e dos participantes nos eventos. É necessário que as empresas transmitam a conscientização de que os ouvintes e os palestrantes fazem parte do projeto de sustentabilidade e não são apenas agentes passivos no processo. Os visitantes estão incluídos nos impactos desde a forma como escolhem comparecer à programação, se pensam no desperdício de combustível e optam pelo transporte público ou a bicicleta.

Os fornecedores também estão envolvidos na ação. Recrutar profissionais e utilizar materiais próximos ao local do evento são formas de cortar custos e diminuir os poluentes no ar. A realização da apresentação e as embalagens utilizadas fazem parte de uma gama de informações que precisam ser avaliadas ao longo do processo de planejamento. “As lixeiras de coleta seletiva, por exemplo, servem para a empresa realizar a divisão de materiais orgânicos e recicláveis, mas se o participante do evento não colabora colocando o lixo no lugar certo, a iniciativa não cumpre o seu objetivo. É preciso, portanto, conscientizar o público de que ele é parte do procedimento”, afirma Freitas.  

O engajamento das comunidades também está relacionado ao legado que os eventos deixam para a região. “Uma empresa realizou um evento fora dos seus domínios e queria montar um cenário. A companhia escolheu contratar uma ONG de artesãos locais e o cenógrafo da empresa treinou os trabalhadores da comunidade, que montaram todo o projeto. Os custos foram bem menores do que se chamassem profissionais de outra cidade e ainda gerou um impacto positivo, pois deixaram um conhecimento naquela comunidade”, explica Flávia Goldenberg, Sócia Diretora da Sob Medida e ex-Vice Presidente de Relações Institucionais da Associação de Marketing Promocional (AMPRO), em entrevista ao portal.

As empresas, normalmente, focam a sustentabilidade em ações de diminuição de impacto ambiental, como a reciclagem e o descarte correto dos resíduos após eventos. Os impactos sociais, no entanto, não são prioridades no planejamento e causam grandes transtornos para os cidadãos. Como lembra o Diretor de Sustentabilidade do Ibev, em 2010, a Igreja Universal convocou a população para participar de um culto na Enseada de Botafogo, com a previsão de 100 mil pessoas, entretanto, compareceram um milhão. O evento causou uma desordem no trânsito de toda a Zona Sul do Rio de Janeiro durante horas e não havia também transportes e banheiros para atender a todos os presentes.

Os impactos devem ser previstos antes da realização dos eventos para não gerarem tumultos. As Olimpíadas 2016, no Rio de Janeiro, receberam grande apoio da população para serem sediadas no país, no entanto, quando começaram a construir a estrutura para receber o evento e desapropriaram casas por preços mais baixos que os valores dos imóveis, houve reclamação das mesmas pessoas que vibraram com a escolha da cidade como sede.

É necessário que os eventos tragam benefícios para os moradores da região antes, durante e depois da realização. Os organizadores devem se perguntar: a Vila Olímpica servirá a população? As estruturas montadas serão voltadas para o acesso de qualquer pessoa? As tendas utilizadas no Fórum Global Mundial ECO 92, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, por exemplo, foram transformadas em Lonas Culturais depois do evento.

Por iniciativa da Secretaria de Cultura, a estrutura serviu ao propósito de levar atividades culturais a preços populares para regiões da cidade com baixo IDH e sem equipamentos culturais, tornado-as pontos de entretenimento para a população. “Sustentabilidade pressupõe acessibilidade, inclusão e um legado. O Festival de Inverno de Campos do Jordão é lembrado por várias marcas durante a alta temporada, mas nenhuma se preocupa em deixar uma herança social ou gerar um efeito positivo para os moradores da cidade no resto do ano”, expõe Flávia.
Além dos impactos ambientais e sociais, as empresas precisam ficar atentas aos econômicos, que não são apenas o retorno financeiro do evento, mas todos os investimentos feitos para trazer progresso ao espaço utilizado. Os organizadores necessitam compreender os gastos de uma produção mais sustentável para perceber que a opção aparentemente mais cara é também a mais rentável

“Nos eventos que ajudamos a organizar, sugerimos que as empresas usem produtos biodegradáveis na limpeza. Elas alegam que o material é muito mais custoso, mas, na verdade, o produto sai até mais barato. Acontece que, na comparação de um litro de ambos, o biodegradável é mais caro, por outro lado a diluição dele é bem maior que um desinfetante comum, com concentração de um para 500 litros de água, o que acaba sendo compensador”, diz o Diretor de Sustentabilidade da IBEV.

Os orçamentos dos eventos saem em média 10% a 15% mais caros que os comuns, segundo a agência ConceitoEco. Alimentos orgânicos, tecidos de material PET e banners de algodão ainda custam mais que as alteranativas tradicionais, mas é necessário enxergar a sustentabilidade como um processo de maturidade, dentro das condições operacionais e financeira de cada corporação.
Atualmente, as empresas recebem do IBEV uma certificação de sustentabilidade de acordo com as realizações prometidas e cumpridas pela companhia durante o evento. São divididas em cinco níveis, que buscam estimular as empresas a refletirem sobre como diminuir os seus impactos com uma certificação mínima até uma de excelência na estratégia.

“A certificação funciona de forma que as empresas se propõem a fazer determinadas coisas, como utilizar 90% da iluminação do evento com lâmpadas LED e com isso reduzir ‘x’ de consumo de energia, usar o ar condicionado com um termostato que quando a sala estiver vazia desliga sozinho, sensores de presença para as luzes e assim por diante”, exemplifica Freitas.

A realização de pequenas mudanças na produção pode trazer diferenças para a imagem e postura da empresa. O uso de equipamentos de segurança para a equipe de montagem, o oferecimento de alimentos orgânicos e a acessibilidade dos portadores de deficiências físicas são exemplos de medidas práticas e sustentáveis.

“Antes de ser executado, o evento tem de ser raciocinado de forma sustentável no seu planejamento estratégico, desde a ambientação, que inclui locais que possam utilizar o máximo de luz natural para economizar energia elétrica, até a consideração que existem pessoas que não comem carne. O espaço também deve ter uma ampla disponibilidade de transportes públicos”, alega Ana Paula Caribé, Diretora da agência Conceito Eco, em entrevista ao Mundo do Marketing. 
A execução de medidas sustentáveis em eventos, por vezes, tem perdido o seu real foco, que é a diminuição dos impactos causados, por uma regra de compensações de emissões de carbono na atmosfera sugerida pela Unesco. A iniciativa é válida em alguns casos, entretanto, muitas companhias deixam de se preocupar com os danos que podem acarretar a uma comunidade para calcular o quanto emitiram de dióxido de carbono (CO2) e fazerem uma margem de compensação.

O ressarcimento pode ser feito plantando árvores. O processo é demorado e gerará retorno depois de 15 a 20 anos, além de não ser garantido que o plantio dê certo. Outro meio é a compra de créditos de carbono na Bolsa de Valores, gerados por medidas que transformaram CO2 em oxigênio puro. Estes caminhos não tornam o evento mais sustentável, mas maquiam uma possível falta de maturidade da empresa em lidar com os seus problemas.

“Uma indústria não pode despejar resíduos químicos no mar e nos rios e depois compensar com a plantação de árvores. Os impactos sociais que a empresa pode causar não têm como serem indenizados. Se não foram previstos equipamentos para a participação de pessoas deficientes, como uma rampa de acesso ao palco, e o palestrante é uma cadeirante, o constrangimento da pessoa e do público será irreparável. Aconselhamos as empresas a pensarem primeiro na redução e não na compensação, que apenas atinge o meio ambiente e a sustentabilidade é um tripé”, finaliza o Diretor de Sustentabilidade da Ibev. 
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Cultura abre inscrições para projetos de ocupação de teatros no Rio
A Secretaria de Cultura (SEC), através da Funarj, está com inscrições abertas, a partir desta quarta-feira(1º) até 01 de março de 2012, para a seleção de projetos, visando a ocupação dos Teatros Armando Gonzaga e Mário Lago, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e Arthur Azevedo, na Zona Oeste, no período que vai de abril de 2012 a março de 2013.
Os projetos para os teatros Arthur Azevedo e Mário Lago deverão prever a realização de oficinas de
capacitação em artes cênicas, música, literatura e outras atividades artísticas e culturais que resultem em apresentações abertas ao público.
Já para a ocupação do Teatro Armando Gonzaga podem concorrer projetos de apresentações de espetáculos e realizações em artes cênicas, música, literatura e outras atividades artísticas e
culturais
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O projeto selecionado para ocupação do Teatro Armando Gonzaga receberá recursos de R$ 320.000,00 (trezentos e vinte mil reais). Para o Teatro Arthur Azevedo os recursos serão de R$ 170 mil (cento e setenta mil reais). Para o Teatro Mário Lago, de R$ 100 mil (cem mil reais).
Podem se inscrever empresas de produções artísticas, companhias ou grupos do setor cultural, estabelecidos como pessoa jurídica, com ou sem fins lucrativos, ou pessoa física de comprovada atuação na área cultural e responsável diretamente pela realização do projeto de ocupação.
Os proponentes poderão concorrer somente com 1 (um) projeto de ocupação, com exceção de cooperativas de produtores ou de artistas, bem como associações que abriguem diversos grupos ou companhias.
As inscrições devem ser feitas observando-se o modelo de formulário constante do Anexo I, disponibilizado no portal da SEC : www.cultura.rj.gov.br.
Serão aceitas somente inscrições de projetos enviados por correio (Sedex, com Aviso de Recebimento – A.R.), com a seguinte identificação e endereço:

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA DO RIO DE JANEIRO - SEC
Superintendência de Artes
Endereço: Rua da Ajuda 5 /13º andar – Centro, Rio de Janeiro, RJ
CEP: 20.040-000.

Os projetos vencedores serão divulgados no dia 08 de março deste ano, no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro e no portal da Secretaria de Estado de Cultura www.cultura.rj.gov.br.
Maiores informações podem ser obtidas somente pelos endereços eletrônicos de cada teatro:

Teatro Armando Gonzaga : http://www.cultura.rj.gov.br/espaco/teatro-armando-gonzaga
Teatro Mário Lago: http://www.cultura.rj.gov.br/espaco/teatro-mario-lago
Teatro Arthur Azevedo: http://www.cultura.rj.gov.br/espaco/teatro-arthur-azevedo

O Teatro Armando Gonzaga fica na Av. General Oswaldo Cordeiro de Farias, 511, em Marechal Hermes. O Teatro Arthur Azevedo está localizado na Rua Victor Alves, 454, em Campo Grande. E o Teatro Mário Lago fica na Rua Jaime Redondo, 2 , na Vila Kennedy.
Leia mais sobre esse assunto em
http://oreporter.com/detalhes.php?id=71056#ixzz1lX2Mn7eT
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Sec-RJ abre inscrições para o edital de ocupação de teatros da Zona Norte e Oeste
A Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, através da Funarj, abriu nesta quarta-feira, 01 de fevereiro, as inscrições para o edital de ocupação dos teatros Armando Gonzaga e Mário Lago, na Zona Norte e Arthur Azevedo, na Zona Oeste.
O prazo para envio é até o dia 01 de março de 2012, os resultados sairão no dia 08 de março no portal da Sec e no Diário Oficial.
Poderão se inscrever pessoas júrídicas com ou sem fins lucrativos e pessoas físicas com comprovação de atuação na área cultural.
Os projetos de ocupação para os teatros Arthur Azevedo e Mário Lago deverão prever a realização de oficinas de capacitação em artes cênicas, música, dança, literatura e outras atividades artísticas e culturais que resultem em apresentações abertas ao público.
Para o Teatro Armando Gonzaga podem concorrer projetos de apresentações de espetáculos.
O edital, o regulamento e as inscrições estão disponíveis no site da SEC .
As inscrições podem ser enviadas também pelo correio – SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA DO RIO DE JANEIRO – SEC – Superintendência de Artes – Rua da Ajuda 5 /13º andar – Centro, Rio de Janeiro, RJ – CEP: 20.040-000.

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Artistas brasileiros criam projeto em Berlim

O evento de performance, Basement, criado pelos brasileiros Marcela Donato, Thiago Granato e Sandro Amaral, teve sua primeira edição em setembro de 2011 no espaço Mica Moca, em Berlim, agora na sua segunda edição ocupa a programação do Agora Collective no dia 18 de fevereiro.
Aproposta do projeto é promover o encontro entre artistas e espectadores.
Duashoras antes da apresentação das performances, os cinco artistas convidados ficam à disposição do público para uma conversa individual durante dez minutos, neste tempo, o performer pode explicar e mostrar como foi o processo de criação, a concepção da ideia e a metodologia da performance que será apresentada posteriormente.
Os artistas convidados desta edição são: Elpidia Orfanidou, que irá explorar a dança através das músicas tradicionais gregas, Frédéric Gies, aplica formatos de música para compôr a dança, a dança é exibida como em um show musical, Diego Agulló com a performance The Circles of The Dragon e a dupla Stefan Pente e Willian Wheller com Faith and Tracey.

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Desabamento de prédios causou danos mínimos ao Theatro Municipal, diz Iphan

São mínimos e totalmente reversíveis os danos causados pelo desabamento de três prédios da avenida Treze de Maio, no centro do Rio de Janeiro, ocorrido na noite da última quarta-feira (25), ao vizinho Theatro Municipal. A tragédia deixou 17 mortos e há cinco desaparecidos.
A avaliação é do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O trabalho de investigação começou no dia seguinte ao desabamento e foi feito juntamente com a Secretaria Estadual de Cultura e a Fundação Theatro Municipal. A PF (Polícia Federal) abriu inquérito para apurar os supostos danos.
Separado dos três prédios que desabaram apenas pela estreita Rua Manoel de Carvalho, o Theatro Municipal foi completamente reformado há dois anos, para o centenário da casa. De acordo com a avaliação dos peritos do Iphan, o desabamento dos prédios vizinhos provocou entupimento das calhas do telhado, quebra de vidraças e entrada de grande quantidade de poeira nas salas que ficam nos fundos do teatro.
Tanto o Iphan, por meio de nota divulgada hoje (30), como a direção da Fundação Theatro Municipal admitem que outros possíveis danos a alvenarias e ao embasamento de pedra na fachada de fundos somente poderão ser avaliados após a liberação do local pela Defesa Civil. Segundo informou a assessoria de imprensa da fundação, equipes da Defesa Civil permanecem no teatro.
O edifício anexo, onde funcionam a bilheteria e salas de ensaio dos corpos artísticos do teatro, também foi atingido pelos escombros. Como a temporada ainda não começou, a bilheteria estava fechada e não havia atividades no setor artísticos: orquestra, balé e coro.
Em função da tragédia, a direção da Fundação Theatro Municipal decidiu transferir para o mês de maio a abertura da temporada, prevista inicialmente para março.

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Correios reabre museu nacional e disponibiliza R$ 10 mi a projetos culturais
 
Os Correios reabriram nesta quarta-feira (25) o Museu Nacional dos Correios, em Brasília, e lançaram edital disponibilizando cerca de R$ 10 milhões em patrocínio para projetos que ocuparão suas unidades culturais. 
Os projetos, nas áreas de
Artes Cênicas – Dança e Teatro, Artes Visuais, Artes Integradas, Audiovisual, Humanidades e Música, serão selecionados para o período de julho de 2012 a março de 2013.
Os patrocínios contemplam as unidades culturais do Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Fortaleza,
Juiz de Fora e Brasília. As inscrições ficarão disponíveis até o dia 1º de março no site www.correios.com.br
Exposições - Desde esta quinta-feira, o público já pode visitar as três exposições instaladas no museu: "Mestres da Gravura da Biblioteca Nacional", "Correios: um diálogo com Vilém Flusser" e "A Natureza em Selos: O meio ambiente somos nós". O local funciona de terça a sexta-feira (de 10h às 19h) e sábado e domingo (de 10h às 18h).

O espaço, localizado no Edifício Apolo, conta com cinco andares destinados a exposições, auditório, cafeteria e terraço panorâmico, que também poderá ser usado para eventos culturais. Dois andares do prédio receberão exposições temporárias, e os três andares restantes serão dedicados à exposição permanente dos Correios. 

“Estamos em um momento de revitalização e
modernização da empresa e não podíamos deixar de lado o aspecto histórico e cultural do nosso País”, destaca o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira.
A ECT também assinou acordo de cooperação com o Ministério da Cultura que prevê parceria para a seleção dos projetos culturais a serem patrocinados pelos Correios e avaliados pelo ministério para receberem
benefícios da Lei Rouanet. [imprensa@correios.com.br]
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Lei Nº 6.157 de 05 de Janeiro de 2012 declara como Bem Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro a Companhia de Ballet da cidade de Niteroi.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio

de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º -

Fica declarada como bem cultural de natureza imaterial

do Estado do Rio de Janeiro a Companhia de Ballet da Cidade

de Niterói.

Art. 2º -

Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 05 de janeiro de 2012

SÉRGIO CABRAL

Governador

Projeto de Lei nº 1110/2011

Autoria dos Deputados: Marcelo Freixo e Robson Leite
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Balé clássico é atividade que mais traz benefícios à saúde
Vantagem da dança é trabalhar os músculos sem encurtá-los, como faz a musculação

Uma pesquisa britânica constatou que o balé clássico traz mais benefícios do que a até então imbatível natação.
O estudo analisou fatores como força, flexibilidade e equilíbrio corporal e constatou que a dança é superior ao esporte aquático, considerado até então o melhor esporte.

No estudo, os bailarinos se mostraram mais fortes do que os nadadores.
Os dançarinos também tiveram melhores resultados em testes de flexibilidade e equilíbrio.
Até no quesito porcentagem de gordura corporal eles se saíram melhores do que os nadadores.

Mas a natação se saiu superior em alguns aspectos.
São eles a resistência, força nos músculos anteriores e posteriores.
A grande vantagem do balé, dizem os pesquisadores, é trabalhar os músculos sem encurtá-los, como faz a musculação.
A dança também desenvolve a coordenação motora e o equilíbrio, tudo ao mesmo tempo.